Angel in the Rosencrantz

Após um breve sonho momentâneo que perdurou por não mais que a fração de um instante……o homem despertou, lentamente piscou suas pálpebras e murmurou.

Mercurius: “………Aah, um sonho, é?”

Embora fosse extremamente raro que ele dormisse, o conteúdo do sonho em si pouco significava para ele.

A história de um grão de poeira estelar, nascida no passado e que há muito tempo jazia sido esquecida. Com todo seu universo sendo quase que infinito, aquela entidade era de valor equivalente à resíduos, e o homem já não mais detinha memórias de seu nome.
Ainda assim, ele se perguntava o motivo de ter tido tal sonho. Logo seria concedido a ele tão ansiada morte e sua conclusão final, então por quê……?

“Quiçá possa ser algo que não detém de significado algum? Você afirmou que sua prece daria vida à uma luz ulteriormente distante, no qual nem mesmo eu tenho ciência.
Pois bem, que seja então. Eu devo abençoar a alma do anjo. Permaneça nesta terra e observe as tendências pósteras.”

Seguinte ao seu dizer, um rosário apareceu sob a mão do homem. Ele olhou de relance para o mesmo antes de farfalhar e deixá-lo cair sobre a areia da costa do crepúsculo.

“Esta é a singularidade da concepção. Se aquilo que você busca é, de fato, concreto, isto virá a ser de utilidade de alguma forma. Deseje para que assim seja.
Para que eventualmente você seja abraçada pelo eventual mundo que a deusa.”

E assim, o homem se virou e continuou a caminhar. Sem que ninguém nunca soubesse, o rosário que ele deixou seria coberto pela areia e desapareceria naquela vasta praia.

E continuaria a entoar apenas uma, e singular luz.

Claudia: “Não importa o quão distintas sejam nossas circunstâncias, tenho certeza que almejamos pelo mesmo destino.

Você deseja ir para um lugar melhor; para o seu santuário, não é mesmo?”

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