As Três Cores

“……Aah, parece que meu Fator de autodestruiçãoApoptose finalmente teve início.”

A serpente Mercurial exibiu uma expressão facial distinta, como se lacrimejasse uma gáudia euforia──

Eu consigo ouvir uma canção. A moldura do mundo que a Marie está para criar iluminou nosso campo de batalha.

Sua alma não conhece o conceito de uma batalha. Portanto, eu terei que assumir o papel de executor do velho mundo. Sinto como se este dever fosse o que mais combina com a natureza da minha existência.

Neste momento, eu finalmente alcancei a origem de minha alma.

Ren: “Muito bem

“Já devem estar cansados de esperar. Estou aqui para cumprir sua promessa.”

Como uma Relíquia SagradaProtagonista criada por vocês—

Transcendendo meu papel — os confins de minha existência.

Eu estou vivo — e retornarei ao mundo dos homens assim. Eu irei reivindicar o eterno momento que eu tanto ansiei desde eras passadas.

A essência do desejo da minha emanação não mudou, já meu coração jurou erradicar todas as aberrações nesta batalha, incluindo eu mesmo — dando luz a algo novo.

Não, possivelmente está é minha verdadeira forma.

A personificação da minha mais profunda paixão — o efêmero momento.

Uma prisão que ordena que todo cosmos pare seu tempo. Minhas lâminas agora são os ponteiros do relógio, representando o próprio universo.

Sim, e agora, tendo alcançando esta divindade….

“Carl Kraft.”

“Reinhard Heydrich.”

Eu não preciso de nenhum poder que tenha nascido de suas conveniências.

Não me importo que eles peguem tudo de volta. Não haverá um novo mundo para mim enquanto o sangueveneno do Mercúrio continuar a correr em minhas veias.

Não é mesmo Shirou? Camarada?

Eu irei enxaguar suas maldições por completo da minha carne e alcançarei meu verdadeiro eu.

Para além do limite, onde reside meu futuro com ela.

“Assim como desejam, eu mostrarei a vocês o desconhecidomorte que tanto desejam!”

O rugido da minha alma reverberou através do cosmos, estremecendo as fundações do Trono, ao alcançar seus dois grandes pilares — o Ouro e o Mercúrio —

Reinhard: “Entendo, vós buscais por seu verdadeiro ser. Seu ardor é louvável.”

“É realmente agradável, não concorda, Carl? O que mais seria isto senão a providência?”

“Ambos ansiamos pela libertação, buscando a fruição de nossos respectivos desejos, com uma inabalável convicção. Nós já não podemos mais nos encolhermos na sombra do Trono.”

“Portanto, vós também deves revelar sua emoção em ser superado por seu filho. Quiçá o desconhecido espreita além daquele precipício?”

“Ou possivelmente……”

Reinhard interrompeu sua fala por um instante, direcionando seu olhar — que agora reluzia em ouro — na direção do homem que ele chamava de amigo.

Reinhard: “Sim — eu já sou capaz de sentir!”

Mercurius: “Você me faz rir.”

Mercurius recusou aquela noção instantaneamente, como uma lâmina afiada, observando-nos com um disforme olhar de cima de seu Trono, antes de dar continuidade em um tom exasperado.

“Vocês parecem estar confundido as coisas, meu amigo, meu filho. Eu não anseio por este desenvolvimento.”

“Ah, esta verdade tortura cada fibra do meu ser.”

Ao mesmo tempo que ele se direcionava a nós com sua altivez e cortesia simulada, eu podia notar que algo em sua existência começava a passar por uma mudança gradual.

Não, é diferente. Ele estava retornando ao seu normal.

“Eu busco pelo desconhecido. Este é meu único desejo. E se neste processo meu roteiro tiver que sofrer alterações, eu devo admitir que alcancei meu objetivo.”

“Entretanto, não é este o caso. Como governante do Trono, eu rejeito este desenvolvimento. Ah, é horrível. Eu não o reconheço. Não permitirei que as coisas terminem desta forma.”

Parecia como se ele estivesse retransmitindo aquilo à uma outra pessoa — uma excêntrica performance, mas nenhum pouco incoerente com sua existência.

Ah, sim. Tanto Reinhard quanto eu compreendíamos este fenômeno.

Ele — o princípio e o governante de toda a criação — estava para deixar sua concha.

Não era Karl Krafft, Cagliostro ou St. Germain. Nem mesmo Paracelsus. Mas sim, ele, a origem e personificação do mundo da presciência.

Uma serpente de duas cabeças – na qual seu verdadeiro nome há muitos aeons atrás se perdera – gradualmente emergindo da sombra que envelopava o cosmos, propagando um rastro de mercúrio.

Ele é——

Mercurius: “Ainda assim, eu nada mais posso fazer além de achá-los ensandecidamente irresistíveis!”

“Detestáveis, repreensíveis, e profundamente irritantes. Mas permitam-me aplaudi-lo, minha querida criança.”

“Minha alma esteve todo este tempo esperando por este momento único, e eu não posso recusá-lo.”

Uma contradição coexistente ao seu desejo. Ele lamentava sua falha celebrando o advento de sua tão aguardada apoptose.

Reinhard era para ele o mesmo que o Shirou é para mim.

E agora que eles deparavam-se em pé de igualdade, a cobra mercurial marcharia o caminho da destruição, lamentando tal desenvolvimento em jubilo. Esta era uma lei na qual nem ele era capaz de resistir.

Em outras palavras——

Ren: “Você está em xeque, e já está ciente disso.”

Eu irei pôr um fim à esta ridícula ópera.

“Seu eterno retorno encerra aqui.”

Reinhard: “Afirmativo. O velho mundo já está exaurido e o momento de nosso plácito se aproxima — está na hora de baixarmos as cortinas.”

Mesmo o vazio que preenchia o espaço estremeceu com a visão da Lança Matadora de DeusesLonginus. O próprio Trono havia congelado sob a influência da lâmina executora.

O destino de tudo seria decidido aqui e agora.

Mercurius: “Você está errado. Este é o começo. O subir das cortinas em direção a um novo mundo.”

“Portanto eu já não mais preciso de vocês. Doravante, o palco deve pertencer à Deusa — atores que cumpriram com seus papeis devem deixá-lo.”

“Testemunhem esta que é a vontade do “Trono”.”

Uma intenção assassina. A ânsia pela barbárie. O núcleo do universo nos sentenciou à morte com tamanha voracidade, que o próprio cosmos foi capaz de sentir seus avassaladores murmúrios. Qualquer outra existência já teria sido vaporizada apenas por esta força, com suas almas reduzidas ao nada em uma fração de segundos.

Mas e daí?

Ren: “Eu não pretendo mais dançar na palma da sua mão.”

Nossos objetivos coincidem no ponto em que ambos desejamos pelo mundo da Marie. Porém, há um único elemento essencial que nos diferencia e determina uma separação em nossos caminhos.

Para o roteiristaele, todos, exceto a Marie, são elementos secundário — comparado a importância que ele dá à ela, eu e a Himuro-senpai não passamos de partículas sem valor.

Portanto, eu não posso permitir que ele atue como governante do Trono e assuma a direção do alvorecer do novo mundo. Ele não pode interferir em nossos futuros ao seu bel prazer por mero capricho.

“Até momentos atrás eu pensava não ter escolha e me envergonhava profundamente disso.”

“Mas diferente de você, eu fui salvo por um bom amigo. Ah, sim, está é a única coisa pela qual eu realmente sou grato.”

Não tenho nenhum amigo que se incomode em matar o mercúrio que me contamina. Minhas ações agora, sem dúvida, são as de uma pessoa que busca cometer suicídio——

Por isso elas detém de um significado.

“Eu ainda posso não saber qual é o meu nome, mas…”

Tenho certeza que irei recuperá-lo ao fim desta batalha. Finalmente serei capaz de olhar para aquela que eu amo, sendo eu mesmo.

“Mesmo após derrotá-lo, tenho certeza que esta parte de mim ainda permanecerá. Este fator de autodestruição é uma inclinação da serpente, ele não faz parte de mim.”

Eu nunca fui grandioso o bastante para ser digno do Trono. Diferentemente de puros-sangues como esse desgraçado e a Marie, eu sou um mestiço — e com a morte de meu pai e o fim de sua influência, eu perderei minha divindade e voltarei a ser uma simples pessoa.

Ao perceber isto, há apenas uma coisa na qual eu devo fazer.

Meu único objetivo sempre foi retornar à minha vida ordinária.

Carregando este minha intenção original — durante todo este tempo minha convicção nunca vacilou.

“Irei acabar com ambos juntos — sua vida e o poder que você me deu!”

Reinhard: “Ah, finalmente vós fostes capaz de subir ao mesmo palco que nós.”

Diante das minhas palavras cáusticas, Reinhard parecia estar sorrindo com alegria. Seu excitamento também havia atingido seu ápice enquanto olhava para Mercurius.

“Desde o princípio, você sempre esteve ao meu lado como uma sombra; sempre mantendo-se um passo atrás, e empurrando-me para a ribalta. Mas quem é o verdadeiro regente desta ópera, eu pergunto? Esta é uma tola questão que não precisa mais ser respondida.”

“A fonte desta luz estende-se muito acima de mim, e para ela eu olho……desafiando seu resplendor pela primeira vez em minha vida. Você tem minha eterna gratidão, meu amigo.”

“E quanto a vós, nós já não podemos mais chamá-lo de substituto após chegar até aqui. Vós és vós, nobre representação do efêmero momento.”

“Eu não tenho o direito de impedi-lo de interferir em uma batalha entre amigos. Pelo contrário, sua presença aqui me agrada, para que este momento seja pintado em seu mais sublime esplendor. Afinal, eu sou aquele que ânsia por um pleito eterno.”

“Eu amo tudo, e portanto, todo o cosmos deve ruir. Venha!”

Ren: “Nem precisa pedir——”

Mercurius: “Fufu, kukukukuku……”

Juntos iremos distender esta divina atmosfera, preenchendo esta singularidade com a torrente de um desejo desencadeado——

Neste instante, suas repleções entraram em erupção——

Ren, Reinhard e Mercurius: “——―Vamos lá!”

As cortinas da última batalha genuinamente se abriram.

Reinhard: “Gladsheimr——”

O primeiro ataque veio fulminantemente da Besta Dourada — o mais agressivo e feroz dos três. Seu esplendor divino enfureceu-se, acirrado à encadear os céus como seu domínio. Seu cataclísmico amor à destruição fluiu na singularidade.
Ah, seu amor é cruel e verdadeiro, devastando as estrelas, deixando a ruína em seu despertar. Tal qual o lócus de sua ânsiaoração. Sua alma inunda em cores, a fim de repintar toda a criação mais uma vez. Para ele que é o esplendor do supremo monarca; violento, furioso, como um um fogo infernal incarnado — sua afeição pelo amor é a mais impermista e pura forma de amor.

À luz da mais terrível das batalhas — a ode funerária dedicada ao mundo governado pela presciência, cantada para determinar o mais novo herdeiro do Trono — tal desenvolvimento deveria ter eliciado a mais e mais severa surpresa, e mesmo assim uma declaração que nega o inesperado, que por sua vez, ressoa ainda mais inatural em uma contenda que deveria estar além da compreensão humana.
Mas possivelmente se possa admitir tal jogo de palavras e argumentar que do reverso do reverso nasceu o anverso.
O absoluto auge de tudo é a pureza em si, e como tal, seu cume é inapto para ser adornado pela redundância.
Mesmo sendo clichê e puída, uma peça deve ser encenada até o fim, e isto por si só era o zênite de suas existências.
Todos que ocupavam este espaço, sem exceções, sabiam e reconheciam que Reinhard era a verdadeira encarnação do terror a ser testemunhado.

“Longinus Dreizehn Orden!”

Consequentemente, os dois semideuses respeitaram sua Hegemonia em referência, sem demonstrar a mínima expressão de surpresa, para eles que sentiam a abrangente Legião de Reinhard — seu exército forjado pelo princípio da Besta — era uma ação inevitável para determinar a direção de seu conflito destruidor do cosmos.

“Hahaha, hahahahahahahahaha——―!”

De fato, cada fibra de sua existência agora havia sido convocada ao campo de batalha. Seu êxtase atacava sua alma conforme regozijava, quando, pela primeira vez em sua vida, ele fora capaz de sentir a catarse de ter alcançado a sua tão cobiçada liberdade.
Incapaz de conter-se, a Besta já estava completa e totalmente impassível em relação à sua mente, carne, e alma imortal que fracionava-se diante de tal liberação de poder.

“Oh, meu corpo está estremecido. Minha alma chora em deleite! Poderia ser isto o que chamam de êxtase? Este é o medo! Neste momento, meu coração pulsa; eu estou vivo!”

“O verdadeiro apogeu está aqui!”

Nenhum fragmento de seu ser duvida que esta era sua tão ansiada alforria de sua amaldiçoada escravidão profana — mesmo que isto leve sua alma ao caminho da ruína.
Seu primeiro ataque resultou na aniquilação de parte da matriz do mundo da presciência. Uma magnitude que seria considerada impossível de um ponto de vista físico, até mesmo para ele.

Gladsheim abrigava centenas de milhares de Einhejar — suas morais e experiências eram inigualáveis ao redor do cosmos.
Isaak, quem fremiu em euforia ao prospecto de garantir o desejo de seu pai, bem como suas incontáveis Presas, esperava em antecipação sua vindicta diante de Mercúrio, por ter aguilhoado eles a seus execráveis destinos.
O próprio Reinhard já havia se tornado uma espécie de microcosmos, tendo rotulado sua proeza como a manifestação de seu amor e condenado Mercúrio por sua falta de paixão por ter sustentado tamanha avaria.

Porém, tal desenrolar não poderia ser explicado solenemente com o ideacional.

Mercurius: “Francamente, isto está além do incorrigível. Mesmo que eu diga isso, já cheguei ao ponto de sequer poder exasperar-me.”

A Besta estava vivendo a apoptose do Trono. Ele foi envolvido por cada segundo na presença de seu governante, encarnando a manifestação de um ímpio poder. Caso contrário, seria impossível até mesmo para ele, ferir a Serpente.
Pois o mundo da legião da presciência era vasto demais, contendo todas as almas mortais desde o dia da criação. A Serpente por sua vez já havia reconhecido a qualidade acima da quantidade, e venerava sua Deusa como a mais suprema existência no mundo.

Entretanto, ao mesmo tempo, o oposto também é a verdade. Se robusto o bastante, a quantidade certamente é capaz de superar a qualidade.
Diversos milhões? Maravilhoso! Este é de fato um número olimpiano para alguém que nascera humano, contudo, na presença da insanidade do Mercúrio, não era nada mais do que uma massa insignificante de partículas.
Acima disto, o fato de que Reinhard era capaz de deferir tais ataques contra o mundo da presciência da Serpente, era de fato, uma afirmação de seu destino como destruidor do velho mundo.

Ao mesmo tempo, significava que a grandeza de seu poder manifestaria-se apenas quando rivaliza-se contra seu destinado inimigo——

Ren: “Não esqueçam que estou aquiii!”

Ele não era capaz de exteriorizar sua divindade contra o jovem homem. O Efêmero Momento, apensar de possuir uma massa infinitamente mais leve que o Mercúrio, desdenhou os ataques de Reinhard, direcionando sua força em um contra-ataque.
Sob circunstâncias normais, os poderes de Reinhard manifestariam-se em pé de igualdade perante o herdeiro do Mercúrio, mas naquele momento, ele deixou de considerá-los como um mesmo ser, escolhendo vê-los como duas divindades separadas.

Era a manifestação de sua gratidão e respeito; uma forma de afeição diante dos adversários que mostraram a ele um caminho em direção ao pináculo da própria existência.
Seu orgulho morticínio era imutável bem como o esplendor do ouro. Iria contra seu senso estético alterar a percepção que tinha do jovem garoto para reforçar seus poderes. A princípio, tal noção nunca haveria de passar por sua mente.

Tal como agora, seu desencadeamento irrefletido de poder o deixou completamente exposto à ataques. Neste que não era um duelo comum, mas sim uma refrega, onde um movimento errado poderia causar a remodelação de modalidade do conflito — um embate entre três grandes ambições.

A lâmina do executor fendeu o universo da porfia, transformando cinco companhias do corpo de exército dos Einharjar da Besta em cinzas instantaneamente. Percebendo seu erro no mesmo momento, Reinhard adotou uma postura defensiva, mas já era tarde.
Para ele que detinha do apanágio do efêmero momento, nem mesmo o Ouro era páreo para a velocidade do tempo.

Ainda assim, Reinhard acreditou naquele momento que teria sido fatal.

Mercurius:

Corpos celestes condensadas do mundo da presciência — dilataram-se em ardentes orbes da divina conflagração — e explodiram partindo os céus.
——Explosão da Supernova. Uma cauterizante onda condensada de aniquilação varreu o cosmos em uma fração de segundo, envolvendo ambos em escaldantes chamas, centenas de milhares de vezes mais poderosas que a cavaleira carmesimRubedo. Agora era o efêmero momento quem era ferido com um dano implacável.

Ren: “Ghhhm AAAAaaaAA!”

E o Ouro não desperdiçaria tal oportunidade. Sua defesa — não obstante de sua ofensiva — superava a Serpente, tendo-o o deixado praticamente incólume à explosão, ele deslocou sua lança, disparando uma estocada aniquiladora em resposta.

Sua lança perfurou o cosmos, decompondo até mesmo sua própria alma.

Reinhard: “Quanta venustidade……”

Era a Serpente quem exalava admiração.

Ren: “Ghh, como se tivesse doído!”

O Efêmero Momento, capaz até mesmo de dobrar a velocidade da luz à sua própria vontade, evitou o ataque mortal com um rugido.

Ren: “Eu jamais perderei para aqueles que não se preocupam com o futuro. A vitória nunca virá a eles. Vocês dois possuem poderes incríveis, mas não há um único fragmento de produtividade! Não posso falar pelos outros, mas justamente por isso, eu luto para liquidar com aberrações como vocês, assim como tanto desejam. O que vocês poderiam——”

Ele apontou sua arma da condenação para o Ouro.

“O que vocês acham que podem alcançar com isso?!”

Reinhard: “O que mais poderia ser——”

Sem hesitar, Reinhard retornou sem olhar ao jovem.

“Eu destruireiamarei tudo. Isto é tudo.”

E ao responder aquilo, mais uma vez, ele direcionou sua Legião ao ataque.

Tão belo, tão selvagem. E também tão tolo, aquém da salvação.
A cada ataque, o Ouro aprofundava-se mais profundamente naquela fenda da aniquilação, mas nem mesmo sua alma era capaz de suportar seu esmagador poder de autodestruição.

Era muito mais simples do que isto. Um princípio absoluto que ditava que uma célula cancerígena não poderia viver se matasse seu hospedeiro.
Portanto, Reinhard estava morrendo junto à Mercurius. Independente do resultado de sua batalha, sua sobrevivência era improvável.
E ele compreendia isto melhor do que ninguém.

Marie: “Por quê……”

A Deusa era incapaz de compreender o que levara tais homens àquele âmbito. Seu peito estava prestes a explodir em uma penosa dor.
Por que ele recebia a destruição com tamanha alegria? Contanto que existam pessoas, há incontáveis outras formas de felicidade — ela compreendia isto — mas ainda falhava em compreender o que havia levado o Ouro a seguir aquele caminho.

Seria Shirou capaz de entender? Iria ele, quem detém da mesma natureza, ser capaz de simpatizar com os sentimentos do Ouro?
Ou talvez isto fosse nada mais do que uma exagerada manifestação da infantil paixão que todos os homens possuem? Ren havia dito tudo aquilo para condená-lo, mas Marie era capaz de perceber uma certa matiz de melancolia e compreender seu tom.

Estaria ele triste porque o homem lembrava a ele Shirou? Estaria ele irritado porque via naquela existência uma matiz de si próprio? Marie não acreditava que as leis da apoptose eram tudo o que constituíam Reinhard e sua filosofia.

“Tão lindo……”

Ren, Reinhard, e Cagliostro. Não há melhor palavra para descrevê-los após terem deixado de lado o medo de serem incompreendidos. Eles eram agora como reluzentes estrelas que iluminavam um céu azeviche.
Eles queimavam com o anseio de um embraço.

Ela não era capaz de negar o sentimento de raiva diante dos dois pilares que orquestraram tamanha miséria que decaiu sobre seu amado……dizer que ela não detinha de nenhum ressentimento seria mentira.

Mas mesmo assim, mesmo com tudo isso, ela não era capaz de odiar. Ao que aparentava, ela não detinha de tal emoção.
E além disso, Ren não era uma pessoa na qual ela direcionaria sua raiva e rivalizaria.
Isso porque ela o amava……

E porque, acima de tudo, ela desejava abraçar seu futuro. Apesar de reconhecer, em prantos, que ele viveria sem futuro ao lado de outra mulher.
Ela questionava-se, amuada, o motivo pelo qual os ajudaria a construir tal futuro, onde ambos viveriam ignorantes de sua afeição, entretanto…

A felicidade ainda ardia em seu ser. Palavras não eram o bastante para expressar a gratidão que ela sentia pelo homem que deu à ela um coração — que a presenteou com sentimentos.

“Ah, no fim é isso o que significa” – ela pensava consigo mesma.
O amor de Marguerite Breuih expandia-se à tudo que ela havia recebido durante o curso desta ópera.
O bem e o mau. A alegria e a tristeza. Tudo o que passara constituía seu ser. Par aqueles que foram forçados a dançar conforme o roteiro de Cagliostro, a noção disto seria a mais enfurecedora coisa em todo o mundo.

Marie: “É por isso que eu acredito que, um dia, certamente, todos serão felizes. Eu estarei observando tudo. Estarei ao seu lado. Não abandonarei sua alma. Irei abraçar tudo. Não, por favor…. deixe-me abraçá-lo. Eu desejo proteger tudo aquilo que para mim é querido, por toda a eternidade.”

“Isto inclui você……”

Ela lentamente aproximou-se da divindade colérica daquele sorvedouro no centro da singularidade.
O Ouro iria se destruir ao fim daquela batalha; um destino certamente inalterável, porém Marie ainda questionava-se se era um fim adequado.

“Por que você também……”

Ele era como Ren; com um pretexto multirracial. Diferente de Marie e Cagliostro, uma vez que sua divindade desmoronasse, sua alma mortal permaneceria.
“Seria imprudente abraçá-lo junto ao resto?” – ela se questionava.
Ela não acreditava que tal ato constituía-se de uma traição.
Afinal, o próprio Ren havia dito que olhava para o futuro.

“Ei, não está certo?”

Seria a destruição mútua a mais pura forma de amizade……

“Não diga algo tão triste assim.”

Ela estendeu seus braços com este desejo em seu coração……

Reinhard: “Tolice — minha crença não precisa de vosso entendimento. Este não é lugar para santasmulheres!”

O arrogante Ouro rejeitou sua mão com convicção, porém, também, com a graça de quem sabia como tratar uma dama.

“Meu amor é a destruição. Isto é tudo o que sei, portanto — é tudo que sou capaz de fazer. Esta é a verdadeira forma de minha Hegemonia.”

Ele não precisava da simpatia feminina. Em normais circunstâncias tal ato poderia ser compreendido como um comportamento de tamanha imodéstia infantil, mas neste caso em si, esta era a genuína manifestação de sua vontade.
Não havia quaisquer fragmentos de dúvidas no âmago de suas palavras. Reinhard Heydrich havia escolhido tal caminho com absoluta convicção e orgulho.

“A natureza da guerra permanece com o conceito de que não pode ser travada sozinha — eu necessito de adversários! Subordinados para amar, comandar e destruir!”

“Meu paraíso prometido é o macrocosmo do aço, e o fogo onde devo abraçar todos os meus amigos com o amor da destruição. Não concorda, Carl? Efêmero Momento? Isto não pode terminar assim, não é mesmo?!”

O radiante esplendor da Lança crescia cada vez mais conforme seus mais profundos desejos tomavam forma em um desenfreado rugido——

“Vamos juntos ressoar a alegria de nossa ode por todo o cosmo! Frohe Weihnachten!”

Mercurius: “Afirmativo — o universo ainda desconhece a grandiosidade de nosso banquete! Acta est fabulaMostre-me o desconhecido.”

A supernova e a luz da absoluta destruição colidiram — suas divindades explodiram em uma colisão de sinergia mútua, transcendendo juntos o infinito.
De tal forma que o Eterno Momento sentiu seu antagonismo deixado para trás na corrida da evolução, diante de tal dilema, encontrando-se em grande desvantagem. O interminável mundo dos mortos não será capaz de suportar o eterno retorno e a destruição infinita.
E assim——

Nesta batalha entre três grandiosas ambições, visar o alvo mais fraco primeiro era inevitável.

Reinhard: “9ª Divisão Panzer SS — Hohenstaufen.”

Os dois estavam em perfeita sincronia — uma manifestação da relação deles — conforme desencadeavam suas divindades a fim de erradicar o cosmos da interminabilidade.

Ren: “Gahh, Gaaaahhhhh!”

Os astros do mundo da presciência alinharam-se em uma grande cruz que estendia-se por todo multiverso————
Uma tsunami causada pela atração gravitacional da força das marés fez com que os fluídos corporais de todos à cercania chegassem à efervescência em um piscar de olhos.
Um mero mortal —— até mesmo um semideus —— teria implodido imediatamente naquele momento, sem contar ainda com as incessante artilharias dos Panzergrenadier de Gladsheim.

Marie: “——―Ren!”

Aquela tirana violência esmagadora fez com que Marie divergisse sua atenção e passasse a olhar para o jovem homem. Ele lutava para recuperar seu antigo eu — para permitir que a Deusa herdasse o trono. E ainda assim, ela sabia que não podia se conter mais.

Ela lutou para chegar até ele, independentemente do quão útil poderia ser para ele naquele momento. Onde ainda, momentos atrás ela poderia…

Ren: “Está tudo bem……”

Ele estava calmo, e gentilmente a empurrou para o lado.

“Você tem algo a fazer que apenas você pode fazer, certo? Eu estou bem. Não posso perder.”

Marie: “Mas…!”

Uma grande cruz normal teria teria perturbado as ondas na superficial da terra, mas aquilo que estava no céu possuía uma magnitude bilhões de vezes maior. Não havia como ele estar bem após ser exposto à ela. Todo o seu corpo estava coberto por lacerações, com sangue fumegante emergindo das fendas em sua pele…

“Você sempre finge estar aguentando tudo…”

Ele continuava a repetir que estava “tudo bem”. Mesmo Marie sendo fundamentalmente diferente dos mortais, ela era capaz de entender suas mentiras.

Ren: “O que foi? Você não acredita em mim?”

Ela odiava vê-lo usar tais palavras injustas como aquelas — tanto quanto amava o homem que ainda permanecia de pé.
Ele era mesmo um homem enfurecedor em sua essência. O que ele faria se sua teimosia acabasse fazendo-a mudar sua forma de pensar?

“Eu já disse que não há nada para se preocupar. Eu não estou de pé aqui apenas como uma casa vazia formada por orgulho e obstinação…….eu já aprendi que esse tipo de coisa não é bom assim como eu pensava.”

Ele exibiu um fraco sorriso.

“Desta vez, não há como eu perder. Você sabe disso, não é mesmo…?”

Marie imediatamente compreendeu os significado das palavras dele.

Marie: “Ren, você não vai——”

Ren: “Vou sim.”

E, naquele instante——

Reinhard: “Então, o que farás?! Irá cair aqui? Então pereça — derreta e torne-se luz!”

Assim como ele havia planejado de antemão, a oportunidade veio.

“Perecer é aquilo que meu coração anseia. Eu pleiteio na busca de alcançar à morte. Como aquele que deseja unicamente por fim completo e absoluto, minha guarnição transcende, encoberta não pela impureza; eu permaneço firme com punhos capazes de trazer o fim à toda vida. ”

Aniquilação. Erradicação. A submersão ao fim. O puro aço que engloba o mais poderoso poder destrutivo do cosmos agora manifesta-se no palco.

Ren: “Isso mesmo! Eu estava esperando por você.”

Eu lembrei de nossa promessa. O desejo que ele confiou a mim.
Portanto agora, é chegada a hora de finalmente concedê-lo.

“Você pediu para chamá-lo pelo seu nome, né? Não se preocupe, eu lembrei.”

Reinhard: “Dissemine-se ao pó——Miðgarðr Völsunga SagaO Fim do Reino Mortal

Seu punho destruidor de tudo colidiu com minha palma. Em circunstâncias normais, isto teria destruído minha alma em pedaços, mas desta vez é diferente. Isto porque——

Ren: “Venha, Michael!”

Ele confiou seu final ao meu Efêmero Momento.
E então——

É claro — este não será fim.

“Shirou, você também! Voltem!”

Naquele momento, um tremor de magnitude sem precedentes seguiu desenfreado por toda Gladsheim.

Kai: “O que foi? Estou chamando você. Não vai vir?”

Uma intransigente disputa de multíplice mundos individuais — consanguíneo à um cabo de guerra — teve início no microcosmos da absoluta destruição: durante uma fração de segundo, a Hegemonia do Ouro oscilou, e as mais fortes almas momentaneamente reaverem suas consciência.

“Sei que está com vergonha de mostrar sua face a ele novamente, mas nada de bom virá dessa sua obstinação. Eu irei pedir desculpas junto com você, vamos, venha comigo.”

Kei: “Mas……”

Beatrice: “”Mas” nada! Francamente. Você até que era fofa em seus dias de juventude, mas agora que cresceu, se tornou um completo incomodo. Eu me pergunto se isso também seria culpa nossa? Que tal parar com isso e ser mais honesto? Eu não deixarei mais seu lado, tá?”

Kai: “Sim, está é uma promessa absoluta.”

A salvação que ele tanto sonhará agora descendia perante ela.
Limpando e expurgando todos os pecados e dúvidas……

Kei: “Sim, sim………”

Lágrimas escorriam de seus olhos; ela se sentia como se fosse uma criança novamente.

Beatrice: “E assim será, Major Wittenburg. Eu também irei à minha maneira. Mesmo que nossos caminhos divirjam, eu nunca me esquecerei de você. Eu irei sempre acreditar que um dia nós iremos nos encontrar novamente.”

Riza: “Sieg Heil. Sim, este dia certamente chegará. Isaak, se você acredita que este é o melhor lugar para você, eu não tenho nada a mais a dizer. Eu não tenho esse direito. Ande pelo caminho que você escolher seguir. Só não esqueça o que disse à Rea. E eu também……amo você.”

Valerian: “Bem, no estado que estou agora, duvido que eu seja útil para qualquer um dos lados. Mas se eu desejo ver o futuro da Thresia com meus próprios olhos, logo, faz mais sentido que eu me junte a você.”

Beatrice: “Sim, sendo sincera, eu ainda estou muito irritada com você, mas…”

Kai: “Eu concordo. Mas não é hora nem lugar para isto. Não há motivos para levar conosco mágoas do passado para o novo mundo.”

Anna: “E-Eu……”

A última pessoa do grupo lentamente levantou sua mão.

Shirou: “Aaah! Calem a boca! Por quanto tempo pretende continuar com essas lamentações?! Vocês são mesmo um bando de velhos!”

Anna: “Quê——”
Kei: “E-Eu não sou tão velha assim!”
Valerian: “A propósito, nem eu.”
Beatrice: “E eu? Então, quanto acha que eu tenho?”
Riza: “Pare com isso.”
Valerian: “Decerto.”
Kai: “Acho que isso já seria um pouco demais…”
Beatrice: “Ei, Kai!”

Shirou: “Tanto faz!”

Ele rapidamente interrompeu os outros, sem perder o descolado sorriso de sempre em seu rosto.
Como se dissesse, do fundo do seu coração, que estava orgulhoso de fazer parte daquilo.
Ele já não era mais capaz de sentir a presciência.

“A Kasumi e a Erii também estão dizendo que vão cuidar de vocês, então vamos andar logo com isso. A não ser que queiram alcançar aquele cara de morto e nossos general, vamos dar inícios ao nosso grande festival homoafetivo logo!

Riza, Kei, Kai, Valerian, Beatrice e Anna: “Eu odiaria isso.”“Que nojo.”“Não quero ver isso.”“Prefiro evitar”“Me poupe.”“Isso seria nojento.”

Shirou: “Entãooo——”

A conversa deles não mudou mais do que um milésimo de uma fração de segundos – um efêmero momento.

“Vamos dar início à última queima de fogos com estilo!”

Todos sentiram o Efêmero Momento como sendo um verdadeiro farol luminoso.

Reinhard: “Ghh——”

Foi o Ouro quem acabou sendo explodido para longe como resultado daquela explosão. Mas este era o último de seus problemas……

“Como…”

No momento do contato, todo o grupo de Einhejars que constituía o núcleo de Gladsheim deserdou para o outro lado.

Shirou: “E aí, parceiro? Como sempre eu tô sendo segurando a tua barra?”

Ren: “Sim, eu não esperava que a sua grande estupidez fosse trazer consigo todos eles.”

Corpo de exércitoLegião——o poder que tingiu as almas de acordo com seu desejo, fazendo com que a trope congregasse sob sua bandeira.
Reinhard utilizou deste mesmo método para construir seu exército de Einhejars.
Dominação e amizade – subordinação e cooperação. Pode haver uma diferença na essência de suas abordagens, entretanto ambos são capazes de absorver e infundir as almas com sua pseudo divindade.

Shirou: “Bem, essas loucuras absurdas são a minha especialidade. Honestamente, eu mesmo não consigo parar de rir da minha ideia…..Alegre-se, Ren. Eu sou seu grande trunfo.”

Ren: “Oh? Dizendo isso de novo, é?”

Um pleito de Hegemonia contra Hegemonia; as almas do território conquistado devem fluir para o lado vitorioso, reforçando ainda mais suas forças. Na realidade, esta era precisamente o tipo de poder de luta havia que já havia se estabelecido neste espaço, porém era a primeira vez que se manifestava com tamanho e significativo realinhamento de poder

A Hegemonia do desejo de Ren era colossal, e isto é pressuposto de que é mais fácil de se matizar com almas que haviam recuperado sua consciência, assim como Shirou e todos os outros.
Contudo, isto sozinho não seria capaz de quebrar os grilhões da subjugação do Ouro.

Portanto, bem como Shirou havia afirmado, sua existência ali era um trunfo.

Shirou: “Como esperado, eu acabei de me dar conta, ou melhor, eu percebi que tinha isso. Eu ainda não decidi seu nome, e muito menos sei como controlar direito, mas… bem…basicamente……”

Lentamente, ele ergue suas duas pistolas — uma direcionada ao Ouro e outra apontada para o Mercúrio.
Ele mirou, tomou ciência de seus alvos, e puxou o gatilho.

“Serio, não precisamos de um deus depravado como você.”

Um rugido ensurdecedor — ambas as balas fora disparadas, causando graves ferimentos ao exército de dois, devastando seus centros.

Mercurius: “O quê—”

Aquilo não deveria ser possível. Mesmo com sua alma conectada com Shirou, Ren ficou espantado com o ridículo resultados daquele fenômeno que havia ocorrido.
Não era como uma munição penetrando suas defesas, era um poder muito mais simples e direto, que até poderia se comparar com a divindade do Ouro e o Mercúrio.
Não obstante, elas perfuraram seus alvos, como se suas defessas tivessem se exposto no instante em que entraram em contato—

À primeira vista, aquele manifestação poderia se aparentar aos punhos de Deus ex Machina, embora sua verdadeira natureza ainda fosse completamente distinta.

Michael: “Parece que temos aqui um problemático que merece maior atenção. Eu posso não gostar, mas também não é o momento de questionar isto agora. E quero pôr um fim à minha vida aqui. Vamos juntas desbravar este campo de batalha, bem como já fizemos em vida, Camarada.”

Ren: “Michael…”

A Grande Cruz que até pouco tempo exibia uma temível intimidação, agora despedaçou-se em milhões de pedaços no momento em que outro homem, outro amigo, não menos problemático veio para o meu lado.

Shirou: “Oh, olha como fala, sisudinho. Eu também não gosto nada de você. Não sou fã de caras do seu tipo, então melhor se cuidar.”

Michael: “Irrisório. Isto era o que eu gostaria de dizer.”

As palavras que eles trocaram não eram nada amigáveis, embora momentos atrás eles tenham cooperado para executar aquele ataque. Deixando seus desprazeres de lado, os dois se movimentavam em perfeita sincronia, correndo aos livremente aos confins opostos do campo de batalha, estendendo o domínio de Ren.

Shirou: “Só pra deixar claro, mas minhas balas não fazem distinção entre aliados e inimigos, então é melhor se manter atento. Elas destroem qualquer coisa que feda à uma divindade, ou melhor——”

Pelo contrário, suas armas disparavam balas que eram a pura casualidade da auto-desturiçãoo. Qualquer deus que entrassem em contato com elas seria conduzido à loucura do suicídio, independente de suas defesas ou condições mentais.
E portanto, seus poderes eram possivelmente parte da força de Ren — Shirou não era capaz de exceder a subversão da Legião no ele fazia parte.

Ren: “Ou seja, no fim tudo fica por minha conta, é?”

Shirou: “Pode apostar!”

As capacidades de Ren saltaram para um novo fastígio, escapando do domínio do Mercúrio e adentrando a batalha como si próprio. Deixando de ser um simples fantoche;, a diferença que restou entre os poderes dos três que estavam no campo de batalha era mínima.
Porém, diferente dos outros dois, ele não possuía almas sob seu comando, o que o deixava em uma grande desvantagem apenas por ser sobrecarregado com a presença de Shirou e seus poderes.

Um decreto que ocasionava da auto-ruína de todas as divindades, desde que eles não sejam existências de mais alto grau que Ren – portanto a diferença no número de almas acabava perdendo seu significado.
Contra isto, a solidez da armadura ou o fio da mais afiada lâmina igualmente pouco importava – ainda sim era possível penetrar Gladsheim e vindicar as almas que estavam em sincronia com Ren.

Porém, ao mesmo tempo, se um erro fosse cometido, aquilo poderia levar à sua própria destruição——

Michael: “Como está agora, você é capaz de fazer isso. Trate de agarrar pelas rédeas!”

Afinal, Ren dispensaria sua divindade ao fim desta batalha. Ela já estava decidido. Não havia problema algum nisso.

Shirou: “Vaaaaamos lá!”

Michale: “É agoraaaaa!”

Mercurius: “Fu, fufu, fufuhahahahahahahah — maravilhoso!”

O infinito inferno carmesim de Padma atacou o Trono como uma tempestade de flores em profusão dançando no ar; como um choque de êxtase envolvendo Reinhard.
Afinal, desde o princípio, ele amava a destruição. Ele não era capaz de diferenciar a lealdade de seus subordinados e o deserdamento dos renegados.

Reinhard: “Magnifico — mostre-me mais! Mesmo o céu fragmentado de Gladsheim é algo que me deixa admirado!”

“Não tema, eu não irei de perder. Podemos ter sido separados. Você pode ter se rebelado. Ainda assim, dentro deste espaço da suprema benção, meu amor continuará a queimar para todo o sempre.”

Ele felicitava as ações de seus vassalos ao mesmo tempo que reconhecia os atos de seus insurgentes. Tal ato poderiam parecer contraditório para qualquer outro, mas para ele, não havia distinções ente eles.
Para ele, uma batalha contra adversários dignos de sua presença detinha um mesmo significado que a salvação que ele buscou por toda sua vida.

“Ah, Carl. Vós cumpristes com sua promessa. Todo meu corpo está estremecido; meus poros exalam satisfação. Até então eu nunca havia saboreado de algo de tamanha dimensão——”

Mercurius: “E naturalmente…”

A mesma verdade que se aplicava a ele, quem atuou como a antítese do ouro.

Reinhard e Mercurius: “Jamais vivenciarei tal experiência novamente!”

Reinhard: “Para aquele que surge apenas uma vez na vida…”

Mercurius: “…reluza em uma luz ainda mais resplandecente.”

Símil à uma impetuosa luz refulgente na qual um único toque podeira decapitá-los.

“Quanta tolice essa. Quanta doçura essa. Para nós, que desconhecíamos o medo que uma lâmina em nossos pescoços poderia fazer nossos corações dançarem de tal forma…”

“Incapaz de resistir. Incapaz de parar. Capaz de me fazer esquecer tudo, abandonar tudo, fazendo com que eu me afogue no deslumbre do enleio de nosso encontro. Parece que o Efêmero Momento cativou a minha exaurida e fatigada alma.”

“Presentei-me com raios de uma luz ainda mais fúlgida.”

O torno do Mercúrio ribombou.
Ele constituía a lei que amalgamava todo o universo, e tal como, todo e qualquer fenômeno podia ser reescrito de acordo com os caprichos de seu governante. Este homem, entretanto, possuía uma ânsia sem precedentes dentre todas as existências sencientes.
O Eterno Retorno. Um círculo que ata início e fim. Uma “Lei” capaz de ignorar as leis do tempo, transformando finais em começos.
Sempre se apegando à vida mais do que qualquer um, ainda assim desejando pelo embraço da morte mais do que qualquer um. Uma existência que é a personificação do conceito da antinomia, e ao mesmo tempo, governado por uma intransigente lógica.

“Dance — eu preparei este palco formado por toda a criação para minha Deusa, enquanto todos os atores seguiam de acordo com meu roteiro. Venha, vamos dar início ao Teatro dos HorroresGrand Guignol desta noite.”

Em seu significado literal, ele tinha completo controle dos movimentos — as rotações e revoluções — dos corpos celestes. Ele poderia fazer os astros alinharam-se à seu bel prazer, profetizando absolutos futuros e desdobramentos.
Todo o universo deveria obedecer seu roteiro, e para ele que era uma existência capaz de realinhar o cosmo de acordo com seus capricho, nem mesmo o conceito do tempo não senhoreava de significado algum.
Rearranjando toda a Via Láctea, ele poderia fazer com que ela sequer tivesse existido.

Ele teceu sua ária como um feitiço, palavras de uma língua anciã capaz de alterar a realidade; suas sílabas faziam com que o trono do universo fremisse.
Ninguém seria capaz de compreender aquele que era um decreto do “predecessor” do Mercúrio.

Colapso da Causa e EfeitoParadoxo Temporal da Partícula Elementar——
Era a personificação de um poder capaz de erradicar a contradição de múltiplos cosmos que ocupavam um mesmo espaço. Era um supressor de fenômenos contraditórios na escala do universo, capaz de exibir um incomparável efeito contra sua canceriana apoptose.
Porém——

Ren: “Quer que dancemos? Quem está tentando enganar?”

Reinhard: “Não é vós aquele que mais desejas dançar?”

Os dois pilares retornaram suas palavras a ele com dignidade, com o cosmos ao redor deles derretendo assim como um cubo de açúcar no calor do verão.
Pois para eles, o mais contraditório entre eles era a Serpente. Fora ele aquele quem mais sofrerá com o último ataque.
E há apenas uma razão para desvela-lo aqui.

Ren: “A verdade pela qual anseia…”

Reinhard: “Você apenas deseja permanecer sobre o palco.”

Mercurius: “——————―”

Ele havia perdido o interesse em tudo. Resignado à tudo. Ele deu início à sua existência a partir do poço sem fundo do desespero, desejando apenas pela morte.
Mas isto não era bom o bastante para ele. Ele não era capaz de reconhecer a si mesmo em tal miserável fim. Sua morte precisava marcar algo significativo, como o advento de sua Deusa. Ele desejava morrer no palco, envolto por seu embraço.

Ele desejava ser o bobo da corte, dançando na ribalta de sua peça.
Mesmo que sua conclusão fosse o mais banal e monótono final imaginável.

Reinhard: “Estou errado, Carl?”

Mercurius: “Sim…….”

A avivada Serpente concordou, com seus lábios curvos em um sorriso.

“Ou talvez você esteja mais do que correto.”

Ren: “Entãooo…!”

Reinhard: “Atue como vós deseja. Neste palco não há arrependimentos — eu juro isto em nome do meu amor!”

Tais palavras incitaram a Serpente a aceitar tal decesso, ecoando como a suprema felicidade em seus tímpanos.

Mercurius: “Fufu, fufufufufu……”

Reinhard: “Haha, hahahahaha……”

Mercurius e Reinhard:“Hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha——―!”

Ren: “Parem de riiiiir!”

Amor, jubilo, um impulso assassino — todos são igualmente igualitários.

Mercurius, Reinhard e Ren: “GUUuuu”“Gaaaa……”“NuUUUuuu”

Eles colidiram; e foram varridos para trás — os três pilares haviam reunido seus últimas reservas de poder. O próximo embate provavelmente seria o último.
Todos sabiam muito bem disso, mas suas expressões — em meio àquela torrente continua de divindade — permaneciam invariavelmente serenas.

Mercurius: “……Então este é o limite. Ah, deveras, não importa qual a circunstância, o efêmero embraço da satisfação evapora antes mesmo de ser notada. Nem mesmo eu sou capaz de mudar esta verdade. No dia em que encontrei-me com Marguerite, pensei em como seria bom se eu pudesse parar o tempo.”

Reinhard: “E exatamente por isto que você anseia realizar seu desejo par que ele finalmente frutifique aqui? Eu o tomei como um homem simples, mas parece que vós não pertences a tal estereótipo. É aflitante sequer imaginar o número de elementos que formaram sua seu desejo.”

Mercurius: “Está me culpando?”

Em deferimento àquela questão, Reinhard balançou sua cabeça. Ele não era alguém que negava os outros, e certamente não negaria seu jurado amigo.

Reinhard: “Não, isto também é típico de vós. Seus contornos são vagos e ambíguos — portanto nunca se quebram ou desgastam-se. Seu dandismo o propiciou uma vida longa.”

Mercurius: “Sim, eu ando por este caminho desde muito antes de sequer me importar em recordar. E ainda assim, eu não sei dizer se ele me levou ao final que eu realmente desejo.”

“Há apenas uma coisa na qual eu posso declarar com convicção: uma vez que eu pereça, suas cores também desapareceram. Não serão capazes de suportar suas existências sozinhos. O que me forçar a fazer uma última questão: vocês estão realmente contentes com tal desenrolar?”

Reinhard: “É claro.”

Ren: “Mesmo se eu tentasse explicar, você não seria capaz de entender.”

Raiva, resignação e uma ligeira pitada de sofrimento estavam presentes na voz do jovem homem.
Sim, a Serpente, o governante do Trono, era o único “puro-sangue” entre os três. Não possuindo uma face humana para falar, ele restringia a perda de sua divindade à um conceito extremamente remoto em relação à sua existência.

Ren: “Eu não posso me tornar deus. Muito menos sou adequado para isso, eu sequer quero esse tipo de poder.”

“E certamente não quero, de forma alguma, me tornar um homem miserável incapazes de viver sem ele.”

Isto era algo que um “puro-sangue” transcendente não era capaz de compreender; a própria Serpente há muito tempo já havia esquecido o início de sua eterna jornada através da recorrência.
Ren sabia que dizer aquilo para ele não adiantaria de nada, mas mesmo assim, ele sentiu-se obrigado a dizer.

Pelo bem de tudo que os levaram à este presente momento, e também pelo futuro que eles darão continuidade.

“Mesmo que eu me encontre como sendo um outro alguém no final disso tudo…..isto não significa a morte, muito menos a derrota.”

Mercurius: “……………”

Reinhard: “Como eu pensava, vós ainda falhas em compreender?”

Após um momento de silêncio que perdurara uma eternidade, a Serpente gesticulou com sua cabeça.

Mercurius: “……Não necessariamente.”

“Eu devo gravar seu aforismo em meu coração. Afinal, ela amava esta parte de você.”

A Deusa, era ainda, outra puro-sangue, embora suas circunstâncias pudessem ser distintas, entretanto ele não sentia nada mais além de amor pela mulher perante a qual ele se ajoelhava.
Sendo então, a filosofia do homem que ele amou certamente deve ser genuína. Mesmo reconhecendo este fato, ela ainda sentia uma pitada de ironia que preenchia seu coração.

Por qual razão ele pensa ser um homem digno do amor da Deusa?
Onde ele hasteia tal convicção? Sendo um desafortunado prisioneiro do eterno amor infrutífero, como ele poderia saber? Teria ela encontrado com o homem aquém de seus gostos e o deixado de lado, tendo sido tudo uma cômica farsa, que dilui-se como a espuma do mar?

Era fato que a alma que ele havia usado no âmago do garoto era adequada para comandar instrumentos de execução.
Mas e daí? O que tem isso? Por que ele não é capaz de sentir uma inabalável convicção de que tudo dará certo?

Ele até infundiu seu sangue ao garoto para guiá-lo ao nível da emanação.
Poderia ser que — ele esperasse que isto o iria ajudar em sua jornada do amor…?

Reinhard: “Hahahahahahahaha……”

Por algum motivo que ele desconhecia, o simples fato de pensar nisto era cômico o bastante para fazê-lo rir.
Quase como se ele julgasse-se digno da Deusa.

Mercurius: “E quanto a você, Heydrich?”

Se ele alguma vez sentiu uma emoção semelhante à timidez, teria sido agora. Tal qual ele tentava dissipar o assunto redirecionando a conversa a seu amigo.
Estaria seu grande amigo também desejando escapar de sua sombra?

Reinhard: “Bem como disse, eu meramente permaneço leal ao juramente que troquei com vós.”

Ele respondeu com seu imaculado orgulho e convicção de sempre do Monarca Dourado.

“”O verdadeiro eu”, “o antigo eu”……eu o compreendo, ele detém do direito de clamar esta como sendo parte da minha cobiça do passado. Mas neste momento, minha alma suplica pela apaixonante pelo domínio do ouro acima de tudo.”

“De início, a guerra nunca foi uma dança para se dançar sozinho……isto foi o que me fez chegar até aqui. Portanto, não devo recuar. Se você se considera um amigo de Reinhard Heydrich, então…você deve entreter meu desejo até o fim.”

Seu verdadeiro eu era de segunda importância, sua alma, por completo, apenas focava em um singular ímpeto que tomava conta dele neste momento.

“A fim de amar, primeiro é preciso destruir. E portanto, Carl, eu almejo por vossa destruição.”

Uma decisão possivelmente influenciada por sua apoptose……
Contudo, ao mesmo tempo, as palavras da Besta carregavam consigo um majestoso esplendor na qual nenhum homem ousaria chamar de “fantoche”.

“Considere esta, como sendo minha mais honesta expressão de nossa amizade. Eu devo continuar a fazer companhia a vós até o último instante. Afinal, não fora vós que me convidastes? Espero que não me desaponte agora.”

Poderia ser que o Ouro já tivesse há muito tempo escapado do feitiço Serpente?
Isto era possível, entretanto, a Serpente desejava que não fosse nada mais do que um turbilhão de emoções que travavam uma guerra dentro de seu ser.
Para que fosse este o caso, sua amizade então não teria sido contaminada——
Uma relação, não entre apoptose e hospedeiro, mas de dois homens que compartilham um laço.
A resolução do Efêmero Momento. O Amor da Deusa. Ela não tinha escolha além de reafirmar o valor de tais centelhas que permaneciam acorrentadas por sua lei.

“……De fato.”

Ele condensou as estrelas restantes do mundo da presciência.

Mercurius: “Dessarte — aqui devo encerar esta nossa ópera. Assim como o alvorecer do nosso tão desejado novo mundo.”

Em meio ao clímax da batalha final, a Deusa ponderou.

Marie: “Ei, Cagliostro. Aquilo que você há pouco pensou certamente não era apenas parte de sua imaginação. Você acreditou que seu sangue que corre no Ren iria me mudar.”

Ela ansiava à tocar e abraçar as pessoas.
Portanto, o único que poderia mudar sua forma de pensar seria alguém que pertence a sua mesma raça.
Porém, Marie — a personificação lâmina da execução — era incapaz de tocar meros mortais……

“Eu peço desculpas por ser uma mulher problemática.”

Ela foi forçada a encontrar uma alma que, apesar da alcançar a divindade através da infusão da Serpente, abriria mão do Trono, lutando para permanecer humano, apesar de todas as disparidades.
Assim como Ren, que enfatizava que seu anseio não era digno de um domínio, apesar de ter alcançado a emanação.

“Eu não consigo imaginar mais ninguém além dele e você, capaz de possuir uma alma tão maravilhosa.”

Para um puro-sangue como a Serpente, perder sua divindade significava o mesmo que morte.
Embora fosse precisamente isto o que ele tanto desejava. Ele mesmo nunca havia percebido a rara e milagrosa alma que possuía.
E através disso, ele seria capaz de alcançar sua verdadeira natureza. Ele podia almejar por uma direção diferente de Ren, entretanto os dois se assimilavam muito.

“Este era o motivo de todo o seu plano, certo?”

Suas palavras de gratidão carregavam consigo uma pitada exasperação misturada à indignação.
A Serpente não iria compreender aquilo da maneira errada. Ela ainda estava muito zangada com ele. E no fim, foi Ren quem a mudou, e não ele.
Embora ela sentisse-se como uma mãe repreendendo sua criança desobediente, não importava o que ela fizesse, ele encontraria prazer naquilo.

“Eu quero realizar este seu desejo. Não… eu juro irei realizá-lo. talvez dessa vez seu amigo me ouça desta vez quando tudo tiver terminado.”

E com isto, a manifestação daquela ópera entrou em sua reta final.
Seu nome——

As Três Cores: “Dies irae.”

A Peça Chegou ao FimActa esta Fabula 

O Conto de um Novo MundoAlso Sprach Zarathustra.

A Hegemonia da Deusa emanou pelo cosmo, envolvendo os três pilares de divino comandamento.
Seu desejooração era como um cobertor que envolvia e pacificava toda a criação…

Marie:Amantes, amentesQue todos os seus desejos…——Omnia vincit Amorencontrem a fruição na bênção.

Nem todas as formas de amor manifestam-se de forma tão pura e inocente.
Mas era justamente por isso que Marguerite Breuilh acreditava em seu valor…..como uma cintilante luz capaz de superar tudo, que iluminava todo o cosmos.

Ela abraçaria cada um e todos os anseios, sem questionar, sem hesitar——
Como a manifestação de uma lei que apenas ela poderia promulgar.

Em sua conclusão, Marie abraçou os três participantes daquela batalha gentilmente.
Cada um deles abrigava sua própria forma de amor.

Embora alguns de seus desejos fossem completamente ensandecidos, eles eram conquistadores sem nada a questionar, capazes de conquistar o universo brandindo suas vontades……

Já eu…

Ren: “Sim…este é o fim.”

…me deparava com o completo apagar da existência conhecida como Fujii Ren.

“Eu estava preparado para isso, mas realmente não tão fácil como imaginei.”

É claro, eu estava assustado e desanimado. No final, eu era apenas uma pessoa ordinária, por isso não chego a ter nervos de aço para permanecer calmo em uma situação como essa, nem mesmo se eu quisesse.
Mas não tenho arrependimentos. Se eu começar a duvidar de mim mesmo, provavelmente teria sido derrotado rapidamente durante esta batalha final.
Tudo o que eu sinto agora é gratidão, e eu desejo colocar isso em palavras.

“Obrigado, Shirou, Michael…e todos vocês. Acredito que está na hora de nos despedirmos. Talvez nos encontremos de novo, no novo mundo.”

Eu acredito neste futuro — se é que posso chamá-lo assim em meio à este espaço que supera o tempo. O mundo do embraço da Deusa nos aguarda. Tenho certeza de que agora não há mais nada para se preocupar.。

“Marie……”

Obrigado. E adeus.
Eu irei continuar a viver como humano, deixando as memórias dos dias que passei com você, aqui. Felizmente, ela estará nos observando e protegendo em nossa nova vida.

“Eu não irei envergonhar sua Hegemonia. Eu prometo que irei viver uma vida feliz.”

——E assim, eu murmurei naquele momento.

“——————―”

Tenho certeza que acabei de ter…
…o vislumbre de algo… talvez do meu futuro, quem sabe……

“Fu, fufufu……”

Entendo, bem, eu não devo ficar pensando de forma ordinária. Então minha realidade também existiu naquela era, é?
Certamente levará um certo tempo até podermos ter nossa tão aguardada reunião. Mas não é algo na qual eu possa reclamar.

Esta é a verdadeira catarse da minha existência. Eu poderei recuperar a vida que foi tomada de mim e fazer ela valer a pena dessa vez. Está é a única forma de conseguir encontrá-la.
E quanto nos encontrarmos, eu estarei pronto para os testes dela.
Não sei dizer se ela é capaz de ouvir minha voz agora, mas como um gesto de desculpas, eu decidi…
…contar algo à ela na qual tenho certeza que ela ficará curiosa.

“Você costumava dizer bastante que garotos eram idiotas por se importar em decidir quem venceu e quem perdeu, quem é o mais forte. Mas assim como nós, você também ficava curiosas com essas coisas, não ficava, Senpai? Eu lembro que uma vez você perguntou algo assim para o Shirou.”

Eu me lembro muito bem. No fim, ela era do tipo volátil, por isso não conseguia evitar de ficar obcecada sobre vitórias e derrotas. Certa vez ela me disse que isso era meio que um mantra dela para que pudesse se controlar.
Mas no fim, a curiosidade não é algo contra o qual nós mortais podemos lutar.

“Entre mim, o Reinhard e o Mercurius, se eu fosse obrigado a dizer quem era o mais forte……”

Minha resposta permaneceria a mesma. Uma clara e direta declaração considerando a única verdade do universo——

“É claro que seria eu! Afinal sou o protagonista!”

E o momento em que receberei meu desejado final chegou.
Eu sorri com muito orgulho.

Este efêmero momento — pertence ao vencedor.

“Bem, se quiser, fique à vontade para ir lá ouvir as desculpas dos perdedores.”

Eu finalmente poderia retornar ao meu verdadeiro eu.

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